Preso na última sexta-feira (28), recebendo R$ 130 mil referentes à venda de celulares contrabandeados que haviam sido apreendidos, o policial civil Augusto Torres Galvão Florindo teve o afastamento por tempo indeterminado publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (2). De acordo com a portaria, assinada pelo corregedor-geral da Polícia Civil, delegado Clever José Fante Esteves, o afastamento compulsório do servidor lotado na Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) será pelo tempo em que durar a prisão. “Considerando que a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia e que o resultado das investigações decorrentes dos autos epigrafados será objeto de ação disciplinar neste órgão correcional”, diz parte do texto. A publicação determina ainda o recolhimento da arma, da carteira funcional e de outros pertences do patrimônio público que foram entregues ao policial, além da suspensão dos logins e senhas nos sistemas de acesso e bancos de dados da corporação e da suspensão das férias. Caso – Augusto foi preso em flagrante durante ação da Polícia Federal no estacionamento de um supermercado na Avenida dos Cafezais, em Campo Grande. Na ocasião, ele recebia R$ 130 mil do ex-guarda municipal Marcelo Raimundo da Silva. O valor era referente à venda de celulares e cigarros eletrônicos apreendidos. Em depoimento, o policial confessou que desviava e vendia os produtos apreendidos e ainda citou a participação de outros servidores, que ele não quis identificar, no esquema, tanto é que o valor recebido seria dividido entre outros envolvidos e ele ficaria apenas com R$ 7 mil. A juíza federal Janete Lima Miguel decretou a prisão preventiva de Augusto e de Marcelo. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .


