Procurado por feminicídio desaparece após sair para reconhecer suspeito

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O construtor Reginaldo Luiz de Souza, 45 anos, conhecido como “Mineiro” e procurado por feminicídio em Minas Gerais, desapareceu na noite de domingo (22), em Costa Rica, a 326 quilômetros de Campo Grande, após sair de casa para reconhecer um suspeito de furto e não retornar. Segundo a esposa, o caso começou por volta das 17h, quando Reginaldo informou que a obra onde trabalhava, no Bairro Framboyant, havia sido alvo de furto. No local, criminosos arrancaram toda a fiação, destruíram um painel elétrico e um balde de massa corrida. O casal foi até a construção e confirmou os danos. Em seguida, Reginaldo deixou a esposa em casa e voltou sozinho à obra. Lá, ele viu um rapaz saindo do mato, questionou sobre a invasão, tirou uma foto e encaminhou a um policial. O suspeito chegou a ser preso. Por volta das 20h12, Reginaldo retornou para casa. Minutos depois, às 20h16, recebeu uma ligação para comparecer e reconhecer o suspeito. Ele saiu novamente vestindo calça de pedreiro, camiseta de manga comprida e chinelo de couro. Às 21h01, enviou mensagem à esposa informando que o rapaz havia sido solto. Ao ser questionado se estava voltando, respondeu que sim e perguntou se alguém havia ido até a residência, recebendo resposta negativa. A última mensagem foi enviada às 21h21, quando disse: “passei aqui na obra”. Depois disso, não visualizou mais mensagens. A última tentativa de contato da esposa, às 21h29, não foi respondida. A obra fica a cerca de uma quadra da casa do casal, o que aumenta a preocupação da família diante do desaparecimento repentino. Reginaldo é conhecido na cidade pelo apelido “Mineiro”. Histórico do caso em Minas Gerais – Reginaldo Luiz de Souza é suspeito de matar Cláudia Costa de Oliveira Souza, 34 anos, encontrada morta em dezembro de 2016 na zona rural de Caraí (MG). O corpo, em avançado estado de decomposição, estava dentro de uma vala e foi identificado dois meses após o crime. Cláudia era atendente de farmácia e havia sido casada com Reginaldo. Segundo familiares, o relacionamento mudou após a separação. Ela deixou uma filha de 13 anos, de um relacionamento anterior. De acordo com apuração do portal MS Todo Dia, Reginaldo é investigado por homicídio qualificado. Cláudia desapareceu em novembro de 2016 e o corpo foi localizado no mês seguinte. Há um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Minas Gerais contra o construtor. A decisão substitui a prisão temporária por uma medida sem prazo definido, válida até o julgamento do caso. O documento aponta que a prisão preventiva foi decretada diante de riscos como fuga, interferência nas investigações ou possibilidade de novos crimes. Após a prisão, o suspeito deve passar por audiência de custódia, quando a legalidade da detenção é avaliada. Apesar da gravidade da acusação, a medida não representa condenação. O processo ainda está em análise pela Justiça.

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