O maior salário fixo de um funcionário publico federal nos EUA é o do presidente, que ganha US$400.000 anuais, algo como R$171.000 mensais. No entanto, reitores de faculdades, treinadores esportivos de faculdades e médicos especialistas podem ganhar valores significativamente maiores, devido a contratos específicos. Salários medianos e sem bônus. É surpreendente, os astronautas da Artemis II não tem contratos milionários nem recebem bônus pelo risco elevadíssimo. São meros empregados públicos. Estão classificados dentro do sistema federal de salários dos EUA como GS-13 até GS-14. Isso significa que recebem como um professor iniciante em uma faculdade. Os salários dos astronautas ficam na faixa entre US$90.000 anuais até US$150.000. Equivale a R$38.000 mensais a R$64.000. E, para piorar, eles não recebem bônus de qualquer espécie, como adicional de periculosidade, que qualquer policial de rua – da menor patente – tem em seu holerite desde o primeiro dia. O astronauta canadense tem salário melhor. A incorporação de Jeremy Hansen, astronauta da Agência Espacial Canadense, evidencia o caráter multinacional do programa Artemis, no qual participam muitos países com interesses científicos e estratégicos compartilhados. No caso desse canadense, seu salário é um tanto melhor que o de seus colegas dos EUA. Recebe nada menos de US$190.000 anuais, algo como R$81.000 mensais. Salário baixo, mas uma multidão inscrita. Desde uma perspectiva econômica, estas cifras podem parecer baixas para a elevadíssima exigência a que estão submetidos. O posto de astronauta exige uma qualificação extrema e enfrenta riscos a que outros funcionários não estão expostos. Apesar das limitações salariais da profissão, a procura para converter-se astronauta segue sendo massiva. Cada convocatória atrai milhares de candidatos para pouquíssimas vagas. O mundo não é só movido a dinheiro , como pensam os funcionários públicos brasileiros.


