O 1º fascista: o marquês que odiava judeus e usava roupas de cowboy

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Seu nome era Marquês de Morès. Nasceu em 1.858 como filho de um duque francês. Começou a vida como soldado da academia militar e tinha como seu colega o execrável Philippe Pétain, general que colaborou com os nazistas. Foi enviado para a Argélia onde travou seu primeiro duelo, um de muitos. A seguir, se demitiu da cavalaria para se casar com a filha de um banqueiro de N.York. Mudou-se para o Estado de Dakota para criar vaca em uma fazenda de 18.000 hectares. Por lá, lutou contra cowboys, os famosos ladrões de gado e de cavalos. E tentou transformar o comercio da carne construindo vagões frigoríficos para que o gado criado no pasto tivesse mais importância que o criado com milho, em confinamento, preso nos currais de Chicago. Não deu certo. Dizia que seu negócio faliu por causa dos judeus, apoiados por T.Roosevelt. Enfurecido, enviou uma carta tentando duelar com esse presidente dos EUA. O fracasso da estrada de ferro no Vietnã. Voltou à França e conseguiu ser nomeado pelo governo para dirigir a construção de uma estrada de ferro que ligaria o Vietnã – à época, uma colônia francesa – à China. A estrada foi vitimada pelas intrigas no seio do governo francês. O Marquês de Morès, afirmava que a estrada tinha sido vitimada, novamente, pelos interesse de judeus. A criação do primeiro movimento fascista. O Marquês declarou-se vítima de uma “Conspiração Judaica". Voltando-se para a política, organizou um movimento que misturava socialismo com nacionalismo e anti-semitismo exacerbado. Com sua agitação, alimentou a mania coletiva francesa contra os judeus que eclodiria no famoso “Caso Dreyfus”, o julgamento mais importante da história daquele país. Para continuar seus intermináveis duelos, matou, em 1.892, um capitão judeu, Armand Mayer. É aí que entra uma história risível. Os homens das milícias que o Marquês passaria a criar usavam roupas de cowboy. Mussolini o copiou, mas ao invés das roupas de cowboys, usava as camisas pretas. Morte na África e copiado por Mussolini. O próximo passo do marquês foi executar um plano insensato para unir os franceses aos muçulmanos do norte da África contra os judeus. Foi morto pelos tuaregues, uma tribo nômade africana. O marquês que ficou famoso no Oeste dos EUA, como fazendeiro e pistoleiro, sendo preso por assassinato algumas vezes, um aventureiro de pavio curto, se tornou o maior ídolo do ditador italiano Benito Mussolini. Morès, o pai fundador do fascismo, legou a Mussolini o nacionalismo e populismo. Aproveitando a alienação dos trabalhadores, recrutando briguentos de rua por excelência e perseguindo seus inimigos, especialmente os judeus. Ler sobre a vida do primeiro fascista acrescenta o conhecimento de como a ideologia, a cultura e a liderança carismática, unida à violência, nos legou esse importante movimento.

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