Mato Grosso do Sul encerrou março de 2026 com saldo positivo de 3.554 empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é fruto de 40.698 admissões e 37.144 desligamentos no período. Apesar da manutenção do saldo positivo, o desempenho representa uma queda de 42,3% em relação a fevereiro, quando o Estado havia registrado a abertura de 6.157 vagas formais. Naquele mês, foram 40.073 contratações e 33.916 desligamentos, com saldo positivo em todos os setores da economia. Em março, o setor de Serviços voltou a liderar a geração de empregos em Mato Grosso do Sul, com saldo de 1.680 vagas, seguido pela Indústria, com 1.208 postos, Construção Civil, com 886, e Comércio, com 227 novas vagas. A Agropecuária foi o único grande grupamento com resultado negativo, encerrando o mês com fechamento de 447 postos de trabalho. Os dados mostram uma desaceleração na abertura de vagas em relação ao mês anterior, mas mantêm o Estado em ritmo positivo de geração de emprego formal. O avanço proporcional no estoque de vínculos celetistas ativos foi de 0,51%, acima da média nacional, que ficou em 0,47%, e também superior ao índice registrado na região Centro-Oeste, de 0,46%. No recorte regional, Mato Grosso do Sul teve o terceiro melhor saldo entre os estados do Centro-Oeste. Goiás liderou com 11.681 vagas abertas, seguido pelo Distrito Federal, com 6.711 postos. Mato Grosso do Sul apareceu na sequência com 3.554 vagas, enquanto Mato Grosso apresentou saldo negativo de 1.716 empregos. O estoque total de empregos formais em Mato Grosso do Sul chegou a 703.813 vínculos ativos em março. Comparação com fevereiro – Em fevereiro, o Estado havia apresentado um desempenho mais forte, com destaque para o setor de Serviços, que abriu 6.157 vagas formais e assumiu a liderança mensal. Na ocasião, foram 14.826 admissões e 12.360 desligamentos no setor. A Construção Civil ficou em segundo lugar naquele mês, com 1.752 vagas abertas, resultado de 4.475 contratações e 2.723 desligamentos. A Agropecuária registrou saldo positivo de 948 empregos em fevereiro, com 5.629 admissões e 4.681 desligamentos. A Indústria criou 871 vagas, com 6.541 admissões e 5.670 demissões, enquanto o comércio teve o menor saldo positivo, com 120 postos, resultado de 8.602 contratações e 8.482 desligamentos. No primeiro bimestre de 2026, a Construção Civil acumulou 4.428 vagas formais e liderou a geração de empregos no Estado, respondendo por 42,7% das 10.369 vagas criadas no período. A redução observada em março foi puxada principalmente pela desaceleração do setor de Serviços e pela reversão no desempenho da Agropecuária, que passou de saldo positivo em fevereiro para fechamento de postos em março. Perfil das contratações – Em fevereiro, os homens lideraram as admissões no Estado, com 4.063 vagas, enquanto as mulheres somaram 2.094 postos. A faixa etária com maior geração de empregos foi a de 18 a 24 anos, com 1.963 novas vagas, seguida pelo grupo de 30 a 39 anos, com 1.095 postos. Também foram registradas 745 contratações de menores de 17 anos no período. Salário médio de admissão – O salário médio de admissão em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 2.264,62, abaixo da média nacional de R$ 2.350,83. No país, também houve redução real de 0,74% no salário médio de admissão em comparação com fevereiro, indicando retração no rendimento inicial médio dos trabalhadores admitidos formalmente. Cenário nacional – No Brasil, março terminou com saldo de 228.208 novos postos de trabalho com carteira assinada. O resultado veio de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos. O estoque total de vínculos celetistas ativos no país chegou a 49,08 milhões, com crescimento de 0,47% em relação ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, o saldo acumulado foi de 1,21 milhão de empregos formais. O setor de Serviços também foi o principal responsável pela expansão do emprego no país, com abertura de 152.391 vagas, seguido pela Construção (+38.316), Indústria (+28.336) e Comércio (+27.267). A Agropecuária foi o único grupamento com resultado negativo, com fechamento de 18.096 postos. Entre as regiões brasileiras, todas apresentaram saldo positivo. O Sudeste liderou com 138.027 vagas, seguido por Sul (+36.745), Nordeste (+25.138), Centro-Oeste (+20.230) e Norte (+7.886). Entre os estados com maior saldo absoluto de empregos em março, São Paulo ficou na liderança com 67.876 vagas, seguido por Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914). Na outra ponta, Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338) tiveram os piores resultados do mês.


