É inimaginável, mas em seu nascedouro, Coxim era composto por todos os 11 municípios da região norte do Mato Grosso do Sul. Alcinópolis, Bandeirantes, Camapuã, Costa Rica, Figueiras, P.Gomes, R.Negro, R.Verde, São Gabriel e Sonora fazem parte do desmembramento de Coxim. O destacamento militar do Piquiry. O que havia por lá eram poucos moradores de um insignificante destacamento militar, em sua maioria fazendeiros que se estabeleceram em razão do incentivo do governo estadual. A tradição oral, por incrível que pareça, não há um só documento, nos conta que Antônio Theodoro de Carvalho teria sido aquele que levantou a primeira fazenda. Ela ficava próxima aos caminhos entre os rios Piquiry, Taquary e Sucuriú. Muito antiga, Coxim não tinha importância alguma para o governo dos cuiabanos. Só passou a ter alguma relevância quando abriram uma estrada com o propósito de ligar comercialmente a região com São Paulo. 6 “fogos” e 200 indígenas caiapós. Como nas demais regiões do MS, à exceção daquela situada entre Aquidauana e Miranda, essa imensidão territorial denominada Coxim, tinha pouquíssimos habitantes. Os documentos nos dizem que, em 1.849, eram tão somente 6 “fogos” e 200 indígenas. A palavra “fogos” que surge nos documentos mais antigos refere-se a “lares ou habitações“, uma família que vivia sob o mesmo teto e compartilhava a mesma cozinha – daí a metáfora, de origem espanhola, do fogo para cozinhar. Nessas seis casas, viviam 19 pessoas livres e 5 escravos. Compare com Cuiabá para ter uma boa dimensão de como Coxim tinha pouquíssimos habitantes. Por lá, havia 1221 “fogos” com 2.210 pessoas livres e 530 escravos.


