Imagens mais fofas e mais selvagens do Dia das Mães vieram do Pantanal

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O Dia das Mães neste domingo (10), também foi celebrado no mundo animal com registros divulgados por projetos de conservação e fotógrafos da natureza ligados à fauna brasileira e ao Pantanal de Mato Grosso do Sul. Um dos registros mais marcantes foi feito pelo fotógrafo de natureza Pedro Oliveira, que acompanhou uma cena envolvendo uma onça-pintada monitorada pela Onçafari na região da Caiman Pantanal. A protagonista das imagens é Aroeira, uma fêmea de seis anos que vinha sendo monitorada pelos pesquisadores. Em janeiro, ela passou a apresentar comportamento de toca em uma área de mata fechada, indicando que havia dado à luz. Após três meses de expectativa, a onça finalmente apareceu acompanhada do filhote. Segundo Pedro Oliveira, o encontro aconteceu em meio à vegetação densa, onde apenas uma pequena abertura permitia observar a interação entre mãe e cria. As imagens mostram momentos de carinho entre as duas, com lambidas, aproximação e até uma pausa para amamentação. O fotógrafo descreveu a experiência como um dos momentos mais marcantes que já viveu na natureza. Os registros reforçam a importância dos projetos de conservação desenvolvidos no Pantanal sul-mato-grossense, uma das principais áreas de preservação da onça-pintada no Brasil. Além da beleza das imagens, a cena também chama atenção para o comportamento materno da espécie, considerado essencial para a sobrevivência dos filhotes nos primeiros meses de vida. Na publicação feita nas redes sociais em homenagem ao Dia das Mães, Pedro Oliveira destacou a conexão entre mãe e filhote e desejou que as pessoas aproveitassem suas mães “como esse filhotinho aproveita a dele”. No perfil do Projeto Tatu-Canastra, pesquisadores compartilharam imagens de mães e filhotes registradas recentemente por armadilhas fotográficas instaladas em áreas de monitoramento. As imagens mostram espécies que utilizam as tocas dos tatus-canastra como abrigo e proteção para os filhotes. Segundo o projeto, essas tocas desempenham papel importante para diferentes espécies da fauna brasileira. Além de servirem como refúgio seguro, também funcionam como áreas de descanso na areia fresca retirada durante a escavação e pontos de alimentação, já que muitos animais buscam insetos e outros recursos ao redor das estruturas. Em vídeos divulgados nas redes sociais, algumas mães aparecem amamentando, carregando e interagindo com os filhotes. Já o Instituto Tamanduá aproveitou a data para homenagear mães da superordem Xenarthra, grupo que reúne tamanduás, tatus e preguiças. A publicação destacou que o vínculo entre mãe e filhote é essencial para a sobrevivência dessas espécies, garantindo proteção, aprendizado e o desenvolvimento necessário para a independência das crias. “Que possamos seguir protegendo quem protege”, afirmou o instituto na publicação. Entre os exemplos citados está o tamanduá-bandeira, que pode carregar o filhote nas costas por até nove meses. Além da proteção, a estratégia ajuda na camuflagem, já que a pelagem do filhote se mistura à da mãe, dificultando a visualização por predadores. Em algumas espécies de tatu, como o tatu-galinha, a mãe pode dar à luz até quatro filhotes idênticos. Após o nascimento, eles permanecem juntos em tocas subterrâneas até estarem preparados para explorar o ambiente externo. Já a preguiça-de-coleira costuma ter apenas um filhote por gestação. A cria permanece agarrada ao ventre da mãe por cerca de cinco a seis meses, período em que aprende a se alimentar e a se locomover pelas árvores com mais segurança.

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