Um buraco aberto em uma loja vizinha deu acesso ao forro da joalheria que escapou, por pouco, de ser furtada em outubro de 2025. O trio responsável pelo crime foi sentenciado este mês e já recorreu da decisão. Imagens que até então não tinham sido divulgadas mostram a bagunça feita. O crime ocorreu no Shopping Norte Sul e mobilizou as forças de segurança, resultando na interdição do centro comercial pela polícia no dia do ocorrido. Claudyo Henryque Aquino Matos, Eduardo Fernandes Dantas e Eduardo Sousa Castro foram condenados por tentativa de furto qualificado e associação criminosa. Segundo o processo, o grupo viajou do Distrito Federal e de Goiás para cometer o crime na Capital. Para entrar no shopping, os envolvidos utilizaram um dispositivo eletrônico conhecido como "chapolin", que clona sinais magnéticos e impede o travamento de portas. Eduardo Fernandes Dantas foi o responsável por abrir a porta lateral de uma loja de roupas para que Claudyo Henryque entrasse. Dentro da loja vizinha, Claudyo trocou de roupa, retirou os calçados e acessou o sistema de dutos de ventilação após quebrar uma parede de gesso. Ao tentar descer pelo duto para alcançar o interior da joalheria, o forro quebrou e o alarme disparou por volta das 5h30. O invasor ainda cortou fios de câmeras e computadores, mas, diante do som do alarme, retornou para os dutos para tentar fugir, deixando para trás ferramentas como marreta, chaves de fenda e um pé de cabra. Ele permaneceu escondido no sistema de ar-condicionado por várias horas. Ele foi localizado e preso por volta das 12h30, quando tentava descer para o estacionamento do shopping. No momento da prisão, ele portava uma lanterna e uma faca de serra. Dentro da loja vizinha, Claudyo trocou de roupa, retirou os calçados e acessou o sistema de dutos de ventilação após quebrar uma parede de gesso. Ao tentar descer pelo duto para alcançar o interior da joalheria, o forro quebrou e o alarme disparou por volta das 5h30. O invasor ainda cortou fios de câmeras e computadores, mas, diante do som do alarme, retornou para os dutos para tentar fugir, deixando para trás ferramentas como marreta, chaves de fenda e um pé de cabra. Ele permaneceu escondido no sistema de ar-condicionado por várias horas. Ele foi localizado e preso por volta das 12h30, quando tentava descer para o estacionamento do shopping. No momento da prisão, ele portava uma lanterna e uma faca de serra. Os policiais prenderam os outros dois envolvidos, Eduardo Fernandes Dantas e Eduardo Sousa Castro, no dia seguinte, em uma ação nas proximidades do terminal rodoviário. Com eles, os policiais encontraram o dispositivo usado para destravar a loja e as joias que haviam sido furtadas em Rondonópolis (MT), dias antes. Na sentença proferida pela 2ª Vara Criminal de Campo Grande, o juiz considerou provada a autoria e a materialidade dos crimes. Claudyo Henryque Aquino Matos e Eduardo Fernandes Dantas confessaram a participação no crime de furto. Eduardo Sousa Castro negou envolvimento, mas foi condenado com base em evidências que o apontavam como responsável pelo planejamento e pela logística da fuga com os materiais furtados. Claudyo foi sentenciado a 4 anos, 1 mês e 26 dias de reclusão, em regime semiaberto; Eduardo Fernandes Dantas foi sentenciado a 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, também em regime semiaberto; e Eduardo Sousa Castro recebeu a pena de 5 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, também em regime semiaberto.


