Flávio Bolsonaro (PL) mantém vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores de Mato Grosso do Sul, segundo pesquisa Novo Ibrape contratada pelo Campo Grande News . No levantamento estimulado para a Presidência da República, com apresentação de nomes de possíveis candidatos, Flávio aparece com 42,8% das intenções de voto, contra 29,8% de Lula. A diferença entre os dois é de 13 pontos percentuais. O cenário é praticamente o mesmo registrado em março, quando Flávio Bolsonaro tinha 43% e Lula aparecia com 29,9%. Na comparação direta, não há avanço ou recuo relevante dos dois principais nomes. O quadro é de estabilidade. Depois de Flávio e Lula, aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 7%, Romeu Zema (Novo), com 4,1%, Renan Santos (Missão), com 2,4%, Augusto Cury (Avante), com 1,8%, e Aldo Rebelo (DC), com 0,9%. Indecisos, brancos e nulos somam 11,2%. Entre os nomes fora da polarização principal, Caiado e Zema tiveram as maiores oscilações numéricas em relação a março. Caiado havia aparecido com 4,1% e agora registra 7%. Zema saiu de 2,1% para 4,1%. Renan Santos, por outro lado, foi de 2,8% para 2,4%. Como não há cruzamento individual de intenção de voto, não é possível afirmar transferência entre candidatos. Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados, Flávio Bolsonaro aparece em primeiro, com 24,7%. Lula vem em seguida, com 18,8%. Em março, a ordem era inversa: Lula tinha 22,5% e Flávio Bolsonaro, 19,3%. Esse é o principal movimento entre as duas rodadas, embora a espontânea ainda tenha alto índice de eleitores sem resposta. Ao todo, 53,3% dos entrevistados não souberam dizer espontaneamente em quem votariam para presidente. Também foram citados Romeu Zema, com 0,9%, Ronaldo Caiado, com 0,8%, Jair Bolsonaro, com 0,5%, Renan Santos, com 0,5%, Michelle Bolsonaro, com 0,2%, além de outros nomes com 0,1%. Avaliação do governo Lula A pesquisa também mediu a avaliação do governo Lula entre os eleitores de Mato Grosso do Sul. Segundo o Novo Ibrape, 60,1% avaliam a gestão federal de forma negativa, somando regular negativo, ruim e péssimo. A avaliação positiva, que reúne ótimo, bom e regular positivo, chega a 38,5%. Outros 1,3% não souberam responder. No detalhamento, 7,8% consideram o governo ótimo, 16,6% avaliam como bom e 14,1% como regular positivo. Na outra ponta, 10,4% classificam a gestão como regular negativa, 11,8% como ruim e 37,9% como péssima. O resultado ajuda a contextualizar a posição de Lula na corrida presidencial em Mato Grosso do Sul, onde o presidente aparece em segundo lugar tanto na estimulada quanto na espontânea. Direita X Esquerda A pesquisa também mediu a autoidentificação política do eleitorado sul-mato-grossense. A direita reúne 40,3% das respostas, somando bolsonaristas e eleitores de direita não bolsonarista. Os indiferentes aparecem com 35,2%, enquanto a esquerda soma 18,4%, considerando lulistas e eleitores de esquerda não lulista. Outros 6,1% não souberam responder. Esse dado ajuda a contextualizar a vantagem de Flávio Bolsonaro no Estado, mas também mostra que o maior grupo isolado da pesquisa não é o bolsonarista nem o lulista. São os eleitores que se declaram indiferentes, uma parcela de 35,2% que pode pesar na campanha conforme a disputa avance. O levantamento foi realizado entre 20 e 25 de maio, com 1.000 eleitores de 16 anos ou mais, em 18 municípios de Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) sob o número MS-03839/2026, para governador e senador, e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00615/2026, para presidente.


