“Foi um exemplo de amor de Cristo na Terra”. A frase foi dita por Priscila Sanabria durante o sepultamento da irmã, a maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, morta na terça-feira (26), horas após passar por um procedimento estético em São Paulo (SP). O corpo de Roseli foi trasladado de carro, acompanhado pela filha, que estava com ela durante a realização do procedimento. Antes de chegar a Jardim, cidade onde morava, houve uma parada em Dourados para preparação do corpo para o velório e o sepultamento. A cerimônia de despedida começou por volta das 17h, inicialmente restrita a familiares. Às 18h, o velório foi aberto para amigos e conhecidos se despedirem da maquiadora. Durante o velório, Priscila conversou com o jornalista Aurélio Vargas, do Jardim MS News, e descreveu a irmã como uma mulher de fé, fazendo referência à figura bíblica da mulher samaritana. “Eu descrevo ela como uma mulher no estilo da mulher samaritana, que, enquanto esteve conosco, levou Jesus. Quem foi acolhido por ela sabe o pertencimento de reino que ela trouxe para as vidas”, relatou. Segundo Priscila, diversas pessoas compartilharam lembranças durante a despedida. “Inúmeras pessoas vieram me abraçar dizendo que foram ao culto com ela, que receberam oração. O legado que essa mulher deixa é de falar de Cristo”, afirmou. A irmã também relembrou a frase que Roseli mantinha no WhatsApp: “apaixonada por Jesus Cristo”. “Foi essa a Roseli, uma mulher que amou tanto Cristo que hoje tenho certeza de que se encontra com esse grande amor que foi Jesus na vida dela”, completou. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Jardim. O comboio chegou ao local próximo das 10h, acompanhado por veículos de familiares e amigos. Sobre o caso – Roseli morreu na manhã de terça-feira (26), menos de 24 horas após realizar um procedimento estético nos glúteos e na parte posterior das coxas, em uma clínica no bairro Brooklin, em São Paulo. De acordo com o boletim de ocorrência, ela passou mal no hotel onde estava hospedada, com dores intensas, falta de ar e aceleração cardíaca, antes de perder a consciência. A paciente chegou desacordada ao prédio onde funciona a clínica e não resistiu às tentativas de reanimação. O caso foi registrado pela Polícia Civil de São Paulo como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, além de morte suspeita e morte acidental. A investigação aguarda laudos do IML (Instituto Médico Legal), que devem apontar a causa da morte e indicar se houve relação direta entre a aplicação de PMMA (polimetilmetacrilato) e a parada cardiorrespiratória.


