Óleo é descartado em bueiro e moradora denuncia crime ambiental

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A atendente Lucineia Castro Lemes, de 50 anos, flagrou o descarte de resíduos de óleo em bueiro na manhã desta terça-feira (2), na esquina das ruas Anhumas e Macaúbas, na Vila Piratininga, em Campo Grande. A situação chamou a atenção pela quantidade de óleo lançada na rede de drenagem. No caminho para o trabalho, Lucineia registrou a situação em vídeo e classificou o descarte como crime ambiental. Segundo ela, a grande quantidade de resíduo chamou a atenção. "Fiquei horrorizada. É borra de fritura descartada em grande volume no bueiro", afirmou. Há oito anos trabalhando em um restaurante da região central da Capital, ela afirma conhecer os procedimentos corretos para o descarte do resíduo. “Lá foi contratada uma empresa especializada para fazer o recolhimento do óleo. Fiquei horrorizada com a quantidade que foi descartada”, relatou. Ela também conta que adota o descarte adequado em casa. Segundo a atendente, o óleo utilizado em frituras é armazenado em garrafas PET até ser encaminhado para a destinação correta. O descarte de óleo em bueiros e redes de esgoto pode provocar entupimentos, comprometer o funcionamento da drenagem urbana e causar impactos ambientais. Como alternativa para a destinação do resíduo, Campo Grande passou a contar com a plataforma Óleoponto. A primeira unidade foi instalada em um atacadista na Avenida Três Barras. O sistema permite que moradores descartem óleo usado mediante cadastro com número de celular. A cada 4 litros entregues, o equivalente a 40 pontos, o usuário pode trocar os créditos por uma embalagem de óleo no estabelecimento parceiro. O limite é de 5 litros por operação. De acordo com os responsáveis pelo projeto, a proposta é ampliar os pontos de coleta e incentivar o descarte adequado do material, que pode ser utilizado na produção de biodiesel. O descarte irregular de resíduos continua sendo um dos desafios para a manutenção da drenagem urbana. Em 2025, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) realizou a limpeza e manutenção de mais de 25 mil bocas de lobo nas sete regiões da cidade. Apesar do trabalho, pontos de alagamento foram registrados durante períodos de chuva, situação frequentemente associada ao descarte inadequado de lixo e outros resíduos nas vias públicas. Especialistas alertam que materiais lançados em calçadas, ruas e bueiros acabam sendo carregados pela água da chuva, obstruindo galerias e reduzindo a capacidade de escoamento da drenagem urbana. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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