O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou a contratação da empresa que executará a etapa final do novo acesso à região das Moreninhas, em Campo Grande. O contrato, no valor de R$ 8,96 milhões, foi publicado nesta terça-feira (30) e firmado entre a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e a MSPAV Construções S.A., vencedora da licitação. As intervenções incluem implantação de pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais e restauração do pavimento nos bairros Moreninhas III e IV. A empresa terá prazo de 540 dias, contados a partir da emissão da Ordem de Início dos Serviços, para concluir os trabalhos. A contratação complementa o convênio publicado na última semana, por meio do qual o Governo do Estado garantiu R$ 5.595.780,88 para que a Prefeitura indenize proprietários dos imóveis que precisarão ser desapropriados para viabilizar a conclusão do novo acesso entre a região das Moreninhas e a Avenida Guaicurus. Na prática, o Estado ficará responsável pela execução das obras, enquanto caberá ao município conduzir os processos administrativos de desapropriação e efetuar o pagamento das indenizações aos proprietários das áreas atingidas. Sem essa etapa, o trecho final da ligação viária permanece bloqueado. A abertura do novo acesso é considerada uma das principais intervenções de mobilidade da região sul de Campo Grande. Atualmente, os moradores das Moreninhas dependem praticamente da Avenida Gury Marques como principal entrada e saída do bairro. Para acessar a Avenida Guaicurus, é necessário percorrer um trajeto mais longo pela Avenida Costa e Silva. Com a conclusão do projeto, será criada uma ligação direta entre a Avenida Alto da Serra e a Rua Salomão Abdala, conectando também as avenidas Guaicurus, Rita Vieira e Eduardo Elias Zahran. A expectativa é reduzir distâncias, distribuir melhor o fluxo de veículos e facilitar o deslocamento de milhares de moradores. Desapropriações – Apesar de parte da infraestrutura já estar pronta nos fundos das Moreninhas, o trecho final permanece paralisado justamente porque depende da liberação das áreas particulares. Em janeiro de 2023, a Prefeitura declarou de utilidade pública 52 imóveis localizados principalmente na Rua Salomão Abdala, no Bairro Itamaracá, e em vias próximas ao Jardim Campo Alto para permitir a continuidade da obra. Desde então, moradores aguardam a conclusão das desapropriações. Alguns imóveis serão totalmente incorporados ao projeto, enquanto outros terão apenas parte dos terrenos utilizada para a abertura da nova via. Em maio deste ano, a prefeita Adriane Lopes (PP) reconheceu ao Campo Grande News que as desapropriações representam o principal entrave para a conclusão da obra, destacando que parte das negociações depende de processos judiciais e acordos com os proprietários. Anunciada em 2020 e iniciada em 2022, a obra integra um pacote de aproximadamente R$ 32 milhões em investimentos realizados em parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande.


