Ex-deputado Neno Razuk comunicou na 5ª feira que se entregaria ao Gaeco

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Preso na noite de ontem (dia 2) na Bolívia, o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), o Neno Razuk, havia comunicado no processo de prisão preventiva, na última quinta-feira (dia 30), que se entregaria ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O Campo Grande News apurou que o pedido foi deferido na última sexta-feira (dia 31) pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, José Henrique Kaster Franco. O magistrado é o mesmo que determinou a prisão preventiva, expedida há 25 dias, e ordenou que o nome do político fosse colocado na lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). Contudo, o procedimento ainda não havia sido concluído. Por isso, até o momento da prisão na Bolívia, ele não tinha mandado internacional de captura. Segundo a defesa, a cargo do advogado Ricardo Souza Pereira, o ex-deputado foi preso por ingresso e permanência ilegais na Bolívia quando retornava a Mato Grosso do Sul. Ele foi detido em Santa Cruz de La Sierra, a 650 km da fronteira com Corumbá. De acordo com o delegado da PF (Polícia Federal) de Corumbá, Estevão Baesso, em entrevista ao Diário Corumbaense, Neno Razuk foi entregue à Polícia Federal por volta da meia-noite, na linha internacional que liga os dois países. O ex-deputado será transferido para Campo Grande. A PF divulgou nota que a prisão foi numa ação conjunta com Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Gaeco e FELCN (força especial boliviana contra o narcotráfico). Segundo o comunicado, houve atuação integrada entre a PF em Corumbá e a FELCN, com compartilhamento de informações e diligências coordenadas. "A Polícia Federal ressalta que a cooperação internacional constitui ferramenta indispensável para o enfrentamento da criminalidade transnacional, especialmente em regiões de fronteira". Jogo do bicho – Alvo de fases da Operação Successione desde dezembro de 2023, Neno Razuk já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recorria em liberdade Porém, em maio, após recontagem de votos pela Justiça Eleitoral, Neno perdeu a cadeira na Assembleia Legislativa. Sem o cargo, ele deixou de ter as proteções institucionais de deputado estadual. Dentre elas, o foro por prerrogativa de função, quando determinadas autoridades são julgadas diretamente por tribunais em casos ligados ao exercício do cargo. Além da condenação, o ex-deputado estadual é réu na quarta fase da Successione, que foi realizada em 25 de novembro de 2025. A operação investiga os crimes de organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos de azar. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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