A eleição começa antes da campanha, e isso ameaça a igualdade nas urnas
A campanha eleitoral brasileira tem data para começar. A disputa pelo voto, não. Muito antes das convenções partidárias, quando sequer são definidos oficialmente os candidatos, parte dos futuros concorrentes já ocupa ruas, avenidas, redes sociais e eventos públicos. Não pedem votos. Não exibem números. Não dizem explicitamente que são candidatos. Mas fazem exatamente aquilo que a legislação tentou impedir: promovem seus nomes de forma contínua, preparando o terreno para a eleição. É uma campanha disfarçada de pré-campanha. A legislação eleitoral buscou estabelecer um equilíbrio entre a liberdade de manifestação política e o combate ao abuso do poder econômico. Permitiu que interessados em disputar eleições participassem de entrevistas, debates, encontros e apresentassem suas ideias. O problema é que, na prática, as fronteiras entre divulgação de ideias e propaganda eleitoral tornaram-se cada vez mais tênues. Em todas as eleições, multiplicam-se adesivos com frases como “Amigo do Fulano..
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