Traficantes alvos de megaoperação na capital carioca já passaram por MS

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Dos dez integrantes do Comando Vermelho que devem ser transferidos para penitenciárias federais nos próximos dias, dois deles já tiveram passagem pela unidade em Campo Grande, sendo um deles acusado de participar de um plano para matar um deputado do Paraná. A transferência faz parte da megaoperação realizada ontem no Rio de Janeiro, nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da cidade, para o cumprimento de mandados contra a facção criminosa. Até agora, já são 128 mortos, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (29). No início da noite de ontem (28), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), pediu ao governo federal a transferência de 10 criminosos detidos no sistema penitenciário fluminense. Segundo o governo, eles são apontados como responsáveis por comandar, de dentro das cadeias, a retaliação de criminosos à megaoperação da polícia nos complexos do Alemão e da Penha. De acordo com O Globo, integram a lista os integrantes da “comissão”, como se autodenomina a cúpula do Comando Vermelho: Marco Antonio Pereira Firmino, o My Thor; Wagner Teixeira Carlos, o Waguinho de Cabo Frio; Rian Maurício Tavares Mota, conhecido como Da Marinha e apontado pela polícia como operador de drones da facção; Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha; Agnaldo da Silva Dias, o Naldinho, administrador da “caixinha” do Comando Vermelho; Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho; e Alexandre de Jesus Carlos, o Choque, apontado como chefe do tráfico em Manguinhos. Também devem ser transferidos outros três presos que não são da “comissão”: Leonardo Farinazzo Pampuri, o Léo Barrão; Carlos Vinícius Lírio da Silva, o Cabeça do Sabão; e Eliezer Miranda Joaquim, conhecido como Criam. Da lista, dois já tiveram passagem pela Penitenciária Federal de Campo Grande. O ex-policial Alexandre de Jesus Carlos, o Choque, esteve no presídio de MS em 2012. Naquele ano, ele estava entre os 17 presos da Penitenciária Federal de Campo Grande envolvidos em um plano para assassinar o então deputado federal Fernando Francischini, que hoje está na Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo a investigação da Polícia Federal, o grupo articulava a morte do parlamentar como forma de retaliação por ações de combate ao crime organizado. Alexandre voltou a figurar em outra investigação em Campo Grande, desta vez ligado a uma denúncia do MPF (Ministério Público Federal) contra ex-agentes penitenciários envolvidos em um plano de fuga do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. A investigação apontou que Choque mantinha ligação com os servidores suspeitos e com integrantes do Comando Vermelho, organização criminosa que planejava a ação. Choque é considerado de alta periculosidade. Quando foi preso, em 2008, o traficante era o mais procurado do Rio. Naquele ano, foi capturado na Praia de Jacumã, que fica a 20 km da capital João Pessoa, na Paraíba, em uma das áreas que mais recebem investidores estrangeiros em imóveis e hotelaria do estado. No momento da prisão, ele estava dormindo em uma casa de dois andares com a mulher e dois filhos e não resistiu à abordagem. Choque foi flagrado em escutas telefônicas comandando a execução de um homem morto a tiros em Manguinhos, na zona norte do Rio, no dia 19 de maio de 2008. Ele ainda teria ordenado a tortura de outra vítima, no dia 12 de julho do mesmo ano. O primeiro crime teria sido cometido porque o traficante soube que um vendedor de drogas de sua boca de fumo havia terceirizado o serviço. Já a tortura foi executada para punir um ladrão encontrado no telhado de uma residência em Manguinhos. Antes de ser preso, Choque foi baleado e escapou durante várias operações policiais. Ele também era conhecido por matar inimigos com requintes de crueldade, além de liderar os chamados “bondes” para roubar automóveis no subúrbio. De acordo com investigações, porém, a situação de Choque na facção não era das melhores na época. Inimigo número um da polícia, ninguém estaria disposto a recebê-lo, com receio de operações policiais. O outro traficante que já teve passagem pela unidade em Campo Grande não é da “comissão”: Eliezer Miranda Joaquim, conhecido como Criam, é liderança na Baixada Fluminense. Em 2016, foi transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu (RJ), para Mato Grosso do Sul (MS). Ele fazia parte do grupo de 15 presos de Bangu envolvidos na festa de comemoração e no resgate do traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family. A transferência foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Rio depois que áudios da comemoração em que o traficante foi resgatado de dentro de um hospital foram recebidos pelo tio do criminoso na cadeia. As escutas evidenciaram a necessidade de desarticulação imediata da quadrilha e seu constante monitoramento de modo rigoroso. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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