A disputa de inverno do Circuito das Estações, competição realizada uma vez a cada estação em diversas capitais brasileiras, reúne corredores nesta manhã de domingo (12), no Parque dos Poderes, em Campo Grande. As condições do tempo estão favoráveis: não faz frio e a umidade relativa do ar subiu após a chuva das últimas horas. O tempo também está favorável para o competidor João Ayres, mas de uma outra forma: ele já viveu 61 anos e se orgulha de não tomar nenhum tipo de medicação. Está com a saúde em dia. "A corrida é meu remédio", ele justifica. O "tratamento" não é de hoje. "Corro desde 1982. Minha primeira prova foi uma maratona de 42 km, de Fátima do Sul até Dourados. Desde então nunca mais parei. A corrida é meu hobby e minha paixão", conta. João tem mais quatro provas programadas para correr este ano. Uma delas em Bonito e as outras em Campo Grande. Todas as idades – Idosos, adultos, jovens e crianças se misturam na largada, no percurso e na chegada. Gerações diferentes da mesma família correm juntas, inclusive. A reportagem encontrou o estudante Nicolas Barbosa dos Santos, 13 anos, por exemplo. Ele se inspirou na mãe. "Corro há cerca de seis meses. Quem me incentivou foi minha mãe, que corre por hobby e sempre me acompanha nas provas. Ela é minha grande inspiração. Hoje disputo os 5 km, mas nos treinos já faço percursos de até 15 km", disse. Ele terminou a prova em aproximadamente 20 minutos. "Terminar a prova nesse tempo me deixa muito feliz, principalmente porque percebo que estou evoluindo bastante em pouco tempo. É muito bom ver a corrida de rua crescendo cada vez mais no nosso estado", finaliza. Mulheres na corrida – A estudante Gabriela Batista, 14 anos, ficou em primeiro lugar na categoria feminina dos 5 km. Ela já havia sido campeã geral na etapa outono do Circuito das Estações. Ela treina às segundas, quartas, sextas e domingos. "Fico muito feliz com esse resultado. Gosto bastante de disputar a classificação geral e a corrida me faz sentir mais leve. Por causa da minha idade, hoje só posso competir nos 5 km, mas a meta é, quando puder, disputar também os 10 km", relata. A vice-campeã foi a enfermeira Rejane Moeira, 47 anos. Ela comemora. "Já treino e corro há cerca de sete anos. Não foi minha primeira prova. Participei de várias competições e sempre é muito gratificante quando a gente alcança os objetivos", detalha. Foi a primeira vez que ela conquistou o segundo lugar na classificação geral, mesmo sem o melhor tempo pessoal. "Antes fiquei em quarto e quinto lugar, então esse resultado tem um significado muito especial para mim", fala. Apesar do cansaço – O supervisor de vendas, Alexandre Betoni, 27 anos, foi quem ficou em primeiro lugar na categoria masculina dos 5 km. Ele não esperava o desempenho porque havia treinado bastante nos dias anteriores e o cansaço bateu. "Eu vinha de uma semana intensa e estava um pouco cansado, mas consegui manter um bom ritmo. Até o quarto quilômetro eu estava na segunda colocação. No último quilômetro consegui dar um sprint, ultrapassar o líder e conquistar o primeiro lugar", descreve. Essa foi a primeira vitória dele numa prova. "Conquistar esse resultado é fruto de muito treino, disciplina e dedicação", conclui.

