Nem sempre a falta de vontade de brincar ou a dificuldade para subir no sofá são apenas sinais de cansaço. Assim como os humanos, os cães também podem desenvolver problemas na coluna, e reconhecer os primeiros sintomas faz toda a diferença para evitar sofrimento e preservar a qualidade de vida do pet. O médico-veterinário Thiago Oliveira explica que os tutores devem ficar atentos a mudanças de comportamento. "Quando o cachorro passa a sentir dor, ele costuma evitar movimentos que antes fazia normalmente. Pode ter dificuldade para levantar, caminhar, subir escadas ou pular em móveis. Em muitos casos, também fica mais quieto, demonstra dor quando a região das costas é tocada e perde o interesse pelas brincadeiras", afirma. Segundo o veterinário, as doenças na coluna podem ter diferentes causas, como hérnia de disco, alterações provocadas pelo envelhecimento, inflamações, infecções, tumores e traumas, como quedas ou atropelamentos. “O excesso de peso também aumenta a sobrecarga e favorece o aparecimento dessas lesões”, explica. Thiago Oliveira ressalta que algumas raças têm maior predisposição por causa das características do corpo. Dachshund, o popular salsicha, além de Shih-tzu, Lhasa Apso, Maltês, Poodle, Pug e Corgi costumam apresentar mais casos, mas isso não significa que cães sem raça definida ou de outras raças estejam livres do problema. O especialista alerta que, em situações mais graves, os animais podem perder os movimentos das patas e até apresentar dificuldade para controlar a urina e as fezes. "Esses sinais indicam que o quadro pode estar avançado e exigem atendimento veterinário imediato", destaca. Ao perceber qualquer alteração, o tutor deve evitar a automedicação. "Dar remédios por conta própria pode mascarar os sintomas e atrasar o diagnóstico. O ideal é procurar um médico-veterinário para identificar a causa da dor e indicar o tratamento mais adequado", orienta. Dependendo da doença e da gravidade, o tratamento pode incluir medicamentos, fisioterapia, hidroterapia, acupuntura ou cirurgia. Para reduzir os riscos, Thiago recomenda alguns cuidados simples no dia a dia. "Manter o pet no peso ideal, evitar que ele pule constantemente de locais altos, utilizar rampas quando necessário e impedir que caminhe em pisos muito escorregadios são medidas que ajudam a proteger a coluna", relata. Em casos de quedas, atropelamentos ou outros acidentes, a orientação é agir rapidamente, movimentar o animal o mínimo possível e levá-lo imediatamente ao atendimento veterinário. “Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as chances de recuperação", conclui. Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial , Facebook e Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui) . Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .


