Com 34 casos e 8 mortes registrados neste ano, Mato Grosso do Sul voltou a acender o alerta para meningite. O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (5) pela SES (Secretaria Estadual de Saúde), que reforçou a vigilância na rede pública, mas descartou surto. Pelos dados até a 17ª semana epidemiológica de 2026, a maior parte das mortes ocorreu em Campo Grande, com seis registros. Corumbá e Dourados somam um caso cada. As ocorrências envolvem diferentes tipos da doença, incluindo formas bacterianas, virais e por fungos, além de um óbito ainda sem classificação fechada. A própria secretaria faz a distinção técnica: não há surto porque os casos não têm ligação entre si. São episódios isolados, sem evidência de transmissão direta. Ainda assim, o número de mortes em um intervalo curto coloca o tema novamente no radar da saúde pública. “O cenário não caracteriza surto, mas exige atenção permanente”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões. A orientação é ampliar a atenção a sintomas e acelerar o diagnóstico, já que a meningite pode evoluir rapidamente e levar a quadros graves. Entre os sinais que exigem atendimento imediato estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e alterações de consciência. Em alguns casos, também podem aparecer manchas na pele. A SES também reforça a vacinação como principal forma de prevenção, especialmente contra os tipos bacterianos mais graves. O SUS oferece imunização gratuita ao longo da vida, mas a eficácia depende diretamente da adesão da população. Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul registrou 134 casos em 2022, 132 em 2023, 131 em 2024 e 115 em 2025.

