Alvo de operação, ex-deputado Neno Razuk está foragido há 5 dias

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Com a prisão decretada pela Justiça há cinco dias, o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), o Neno Razuk, segue foragido na Operação Successione. O Campo Grande News apurou que, na última quarta-feira (dia 8), equipes policiais estiveram em dois endereços, um em Campo Grande e outro em Dourados, no Jardim América, à procura do ex-deputado, mas ele não foi localizado. Desde o dia 8, quando foi divulgada a decisão, apenas a Polícia Civil de Dourados falou sobre o caso, informando que o cumprimento do mandado é atribuição do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), mas que estava à disposição caso fosse necessário apoio. O Gaeco tem uma força policial própria e, nesses casos, costuma cumprir as ordens de prisão. Oficialmente, não há qualquer informação sobre tentativa de prender Neno. Segundo o grupo, braço do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), “em razão do sigilo processual, não é possível divulgar informações adicionais neste momento". A manifestação foi por meio da assessoria de imprensa. Conforme criminalistas ouvidos pela reportagem, que pediram anonimato por não atuarem na defesa do ex-deputado, no Direito Penal brasileiro não há reprimenda legal a quem se evade para não ser preso. Portanto, não existe o crime de fuga, pois o direito à liberdade acoberta tal atitude. Perante a lei, o ato de ficar foragido ou tentar fugir para evitar a prisão em flagrante não configura um novo crime por si só, pois o entendimento é que ninguém é obrigado a facilitar a própria prisão. No entanto, abrigar ou esconder um foragido é crime, conhecido juridicamente como favorecimento pessoal. De acordo com o artigo 348 do Código Penal, a pena é de um a seis meses de detenção e multa. Mas se quem presta o auxílio é ascendente (pais), descendente (filhos), cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento de pena. No campo jurídico, a avaliação é que se a pessoa se apresenta à Justiça, facilitaria a concessão de um pedido de liberdade. Nesta segunda-feira (dia 13), o advogado Ricardo Souza Pereira, que atua na defesa do ex-deputado, informou à reportagem que não teve acesso ao mandado de prisão. "A decisão de se entregar será tomada por ele. Após ciência da decisão e das medidas que nós iremos adotar". Condenado no jogo do bicho Alvo de fases da Operação Successione desde dezembro de 2023, Neno Razuk já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recorria em liberdade. Em maio, após recontagem de votos pela Justiça Eleitoral, Neno perdeu a cadeira na Assembleia Legislativa. Sem o cargo, ele deixou de ter as proteções institucionais de deputado estadual. Dentre elas, o foro por prerrogativa de função, quando determinadas autoridades são julgadas diretamente por tribunais em casos ligados ao exercício do cargo. Além da condenação, o ex-deputado estadual é réu na quarta fase da Successione, que foi realizada em 25 de novembro de 2025. A ação prendeu o pai e dois filhos do clã Razuk. A Successione investiga os crimes de organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos de azar. Durante as diligências, foram apreendidas mais de 700 máquinas de apostas, armas de fogo, munições e mais de R$ 270 mil em dinheiro. Documentos financeiros também indicam a aquisição de bens móveis e imóveis em nome de terceiros como estratégia para ocultar a origem dos recursos. A primeira fase da operação foi deflagrada pelo Gaeco em 5 de dezembro de 2023, após disputa pelo jogo do bicho em Campo Grande. O ex-deputado estadual sempre negou envolvimento com o crime. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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