Apontados como “parceiros” de traficantes, policias são transferidos pela PM

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A PM (Polícia Militar) transferiu policiais que foram alvos da Operação Janus, deflagrada ontem (dia 28) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A movimentação foi registrada no Diário Oficial do Estado. Por inconveniência da permanência na unidade de origem, no caso Ribas do Rio Pardo, os policiais foram transferidos para o PME (Presídio Militar Estadual), em Campo Grande. A decisão é sobre três policiais, lotados na 13ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar): o segundo sargento Marcos Augusto Barbosa e os cabos Thiego Rodrigues Vianna e Hudson Luiz Garajo Ferreira. Presos na operação do Gaeco, os policiais vão passar por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (dia 29). A partir de denúncias apresentadas à Promotoria de Justiça de Ribas do Rio Pardo, a investigação revelou que alguns policiais militares se uniram a traficantes locais para o comércio ilícito de entorpecentes. O trabalho investigativo, que perdurou por 14 meses, demonstrou que os agentes públicos protegiam os criminosos com os quais firmavam parceria, permitindo que comercializassem drogas livremente e até chegavam a usar violência contra inimigos desses traficantes parceiros. Além disso, forneciam drogas para que esses comparsas revendessem, com posterior repasse de lucros. As drogas chegavam a ser desviadas de apreensões realizadas em flagrante, inclusive após informações repassadas pelos próprios “sócios”. Também foi apurado que alguns policiais militares investigados atuavam na prática ilícita da agiotagem e na cobrança de dívidas entre terceiros, quando eram contratados para empregar ameaças contra os devedores, valendo-se da condição de servidores da segurança pública. A operação cumpriu quatro mandados judiciais de prisão preventiva e 11 de busca nas cidades de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. A ação teve apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado. Ontem, a PM informou a abertura de procedimentos administrativos internos para apurar a suspeita de participação no tráfico de drogas e em esquema de agiotagem. Janus, nome da operação, faz referência ao deus romano de duas faces, o que simboliza a inversão de papéis verificada na investigação. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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