Dourados aderiu há 7 meses a sistema, mas serviço não saiu do papel

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A inclusão de Dourados na expansão da central de comando criada para monitorar à distância pacientes internados em UTI do SUS (Sistema Único de Saúde), anunciada ontem (3) pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha, começou de fato há 7 meses, mas até agora não saiu do papel. A tecnologia acompanha dados dos pacientes em tempo real e pode alertar equipes médicas diante de sinais que indiquem agravamento do quadro clínico. A unidade definida para integrar o programa é o HRD (Hospital Regional de Dourados), inaugurado em dezembro de 2025. O termo de adesão à Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão no eixo de UTIs inteligentes, ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2026, entre o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul. O Hospital Regional de Dourados é considerado estratégico devido à consolidação de práticas baseadas em tecnologias digitais, inteligência artificial, telessaúde e integração de dados clínicos. A unidade nasceu 100% digital e desde o início das atividades opera com sistemas informatizados integrando todas as etapas de atendimento. “A UTI Inteligente vai permitir decisões clínicas mais rápidas e precisas, ampliando a segurança e a qualidade do cuidado intensivo. É um passo histórico para o HRD e para o SUS em Mato Grosso do Sul”, afirmou, na época, o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa. Há 7 meses, o Ministério da Saúde informou que a Rede Nacional de UTIs Inteligentes seria composta, na 1ª etapa, por 14 hospitais de 13 estados, abrangendo todas as regiões do país, com foco nas especialidades de cardiologia e neurologia. Dourados já estava na lista. No dia 5 de março, o Hospital Regional de Dourados recebeu representantes do Ministério da Saúde para uma avaliação técnica da unidade. O objetivo foi verificar a estrutura física, a arquitetura tecnológica e os processos internos do hospital, como etapa para o processo de integração à Rede Nacional. A equipe técnica analisou a estrutura hospitalar, avaliou documentos institucionais, fluxos assistenciais e processos internos, além de levantar informações sobre o nível de maturidade tecnológica da unidade. Entretanto, nos últimos 6 meses não houve nenhum outro avanço. Ontem, Alexandre Padilha disse que a meta do governo é passar dos atuais 60 para 280 leitos monitorados até o fim deste ano e alcançar 1.000 leitos no ano seguinte. Novamente citou a maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul como uma das previstas para integrar a estrutura.

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