Familiares e amigos se despedem do fundador da Pax Real neste sábado

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Familiares e amigos se despedem do empresário Deócles José Ferreira, fundador da Pax Real do Brasil, neste sábado (23), no Memorial Park, onde há uma estátua dele. Deócles morreu na tarde desta sexta-feira (22), aos 90 anos. A despedida começou às 8h30 e o sepultamento está marcado para as 17h. Segundo a família, Deócles estava internado desde o dia 13 de maio, após uma infecção urinária agravar o quadro de saúde já debilitado pela idade. Durante a despedida, o empresário recebeu homenagens com nove coroas de flores enviadas por familiares, amigos e autoridades, entre elas a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes. Primogênito de Deócles, Ramsés José Ferreira destacou o legado deixado pelo pai, principalmente na relação com a família. “Temos que colocar essa gratidão em forma de homenagem. Ele deixou um grande legado que vai permanecer por muitas gerações”, afirmou. Segundo Ramsés, o empresário tinha forte ligação com filhos, netos e bisnetos. “Ele sempre colocou a família em primeiro lugar. Protegia todos como uma galinha choca, como a minha mãe dizia. Esse é o nosso carro-chefe, o legado dele”, declarou. Funcionário da Pax Real há 43 anos, o supervisor comercial Manoel Divino Pereira, de 61 anos, relembrou a relação construída com Deócles desde a adolescência. Ele entrou na empresa aos 17 anos. “Foi uma relação maravilhosa, de respeito e profissionalismo. Eu não tinha um patrão, eu tinha um amigo. Me sinto filho também”, disse. Segundo Manoel, a oportunidade recebida do empresário ajudou a construir sua trajetória pessoal e profissional. “Sou o homem que sou através do meu trabalho e da oportunidade que ele me deu. Criei minha família trabalhando na empresa. É só gratidão”, afirmou. Ele também definiu Deócles como uma pessoa humilde e educada. “Ele vai fazer muita falta. Era um ser humano maravilhoso”, completou. Na noite da morte, o jornalista João Paulo Ferreira, filho de Deócles, afirmou ao Campo Grande News que o pai enfrentava problemas de saúde nos últimos anos, mas permaneceu lúcido até os últimos dias. “Dói como se fosse uma morte súbita. A gente tenta se preparar, trabalha com isso há 46 anos, mas na hora não adianta”, disse na ocasião.

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