Onça capturada em área urbana de Corumbá é solta na Serra do Amolar

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A onça-pintada fêmea capturada após uma série de ataques e aparições em área urbana de Corumbá já está em novo habitat. O animal foi solto neste domingo (3) na Reserva Particular do Patrimônio Natural Acurizal, localizada na Serra do Amolar, a cerca de 200 quilômetros da cidade. A transferência foi realizada com apoio do Comando Militar do Oeste, que disponibilizou um helicóptero para o transporte do felino até a área de preservação. Antes da soltura, a onça passou por avaliação clínica e não apresentou alterações de saúde, segundo as equipes responsáveis. O animal também recebeu um colar de monitoramento, que permitirá o acompanhamento de seus deslocamentos na natureza. A operação envolveu atuação conjunta da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, da Fundação do Meio Ambiente do Pantanal, do Instituto do Homem Pantaneiro, da Rede de Proteção e Conservação da Onça-Pintada e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, além da Defesa Civil e do médico-veterinário Diego Viana, da organização Jaguarte. Segundo o diretor-presidente do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), coronel Ângelo Rabelo, a escolha da área de soltura também foi estratégica, por se tratar de uma região protegida e manejada pelo instituto, com condições adequadas para o monitoramento contínuo do felino. De acordo com o coronel, a onça vinha vivendo um “experimento urbano”, alimentando-se de animais domésticos, o que aumenta o risco de doenças e compromete seu comportamento natural. "Por isso, antes da soltura, foram realizados exames clínicos para garantir a condição sanitária do animal e evitar impactos na população local de onças, considerada saudável e relativamente isolada. O monitoramento será feito por meio de colar de rastreamento, além do uso de tecnologias como drones térmicos e sistemas acústicos, permitindo acompanhar a adaptação do animal ao novo ambiente e reduzir riscos futuros", disse nesta manhã ao Campo Grande News . A captura do animal ocorreu na noite de sábado (2), após uma sequência de ataques a animais domésticos e aparições na região do Mirante da Capivara, próxima ao Rio Paraguai. O caso gerava preocupação entre moradores desde o início de 2025, quando começaram os primeiros registros de avistamentos. Com o aumento da frequência das ocorrências e o risco à população, equipes técnicas instalaram armadilhas e intensificaram o monitoramento, até a captura do felino. Matéria atualizada às 7h24 para acréscimo de informações

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