“Existem momentos e lugares adequados”, afirmou o padre influenciador Patrick Fernandes ao comentar o caso da pastora mirim de 10 anos que viralizou após ser advertida por pregar durante um voo. A menina é membro da Igreja Pentecostal Nova Redenção da Fé, localizada na Rua do Ouvidor, no Jardim Caiçara, em Campo Grande. O sacerdote, é conhecido nas redes sociais, onde acumula cerca de 7 milhões de seguidores, costuma realizar shows pelo país com bom humor e reflexões sobre fé e relacionamentos. Ele esteve em Campo Grande em 19 de abril desse ano. O primeiro comentário do padre foi feito em tom de brincadeira, em legenda publicada em uma foto compartilhada nos stories. “Embarquei com medo de alguém começar a pregar do nada. Alguns entenderão”, escreveu. Após desembarcar e compartilhar a rotina com os seguidores, ele voltou ao tema, desta vez em tom mais sério. “É claro que eu acho isso uma banalização do sagrado. Existem muitas pessoas que perdem o senso do ridículo, e aqui estou incluindo católicos e evangélicos. Existem momentos e lugares adequados para que a mensagem do evangelho seja pregada, principalmente quando há discernimento à luz do espírito. Caso contrário, fica apenas algo humano”, disse em vídeo. O padre também avaliou o contexto da criança. “Ali é uma criança que foi induzida desde cedo a fazer aquilo. Então, ela normalizou essa atitude como se fosse Deus que tivesse mandado, mas não foi Deus que mandou. Deus não causa discórdia. Para sabermos se algo vem de Deus, em primeiro lugar, isso traz paz, ainda que não seja algo fácil de ouvir”, afirmou. Ao encerrar, Patrick citou Francisco de Assis. “Fale de Deus sempre. Em qualquer oportunidade que você tiver, fale de Deus e, só quando for necessário, utilize as palavras”, declarou. Relembre — O episódio ocorreu durante viagem para Santa Catarina, quando a menina se levantou e começou a pregar aos passageiros, citando passagens bíblicas. Em voos comerciais, a tripulação é responsável pela segurança e pode intervir em situações que afetem a ordem e o conforto a bordo. O pai da criança, o pastor Mauro Ortiz, afirma que houve abordagem inadequada por parte de um comissário. “O rapaz empurrou e apertou o braço dela”, disse. Ele informou que pretende buscar medidas legais após o retorno a Campo Grande. Desde 2024, ela aparece em vídeos da congregação pregando aos fiéis e também pelas ruas da cidade, dentro de ônibus e em pontos frequentados por usuários de drogas. Com a repercussão, o perfil da menina nas redes sociais registrou aumento de seguidores.


