Preso último foragido de execução na Moreninha; 4 acusados vão a júri

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A prisão de Derlei do Carmo Freitas, de 29 anos, na manhã desta sexta-feira (1º), encerra a fase de foragidos em um dos homicídios mais barulhentos de 2025 em Campo Grande. Ele passa a responder ao processo ao lado de Weliton Cássio Matos Camargo, Welder Garcia Alves e Junior Silva Dias. Até então, era o único investigado fora do radar da polícia no assassinato de Moraci Pereira Brandão, de 45 anos, executado em fevereiro no Bairro Moreninha. Segundo o advogado Marcos Ivan, que acompanha o caso, Derlei foi preso em cumprimento de mandado judicial. Ele estava na casa de um conhecido, aguardando o andamento de recursos. O crime, tratado como execução ligada ao tráfico de drogas, ocorreu no dia 11 de fevereiro de 2025. Moraci foi morto na varanda de casa, na presença da esposa. A cena, registrada por câmeras de segurança, mostra ao menos dois homens descendo de um Volkswagen Gol branco com máscaras e coletes balísticos, enquanto um terceiro aguardava ao volante. Após os disparos, o carro foi incendiado no Bairro Itamaracá e outro veículo deu fuga ao grupo. A investigação da Polícia Civil aponta que quatro executores foram contratados por um mandante ainda não identificado. Um quinto suspeito teria monitorado a rotina da vítima dias antes. As armas usadas, pistolas 9mm com seletor de rajada e carregadores de alta capacidade, foram encontradas enterradas em um cano de PVC no Jardim das Cerejeiras, no dia seguinte ao crime. Três dos envolvidos vieram de Ribas do Rio Pardo exclusivamente para a execução. Eles foram presos em 11 de junho, dentro de uma Mercedes de luxo, enquanto estavam reunidos na cidade. Desde então, respondiam ao processo ao lado de Derlei, que até agora permanecia foragido. A primeira audiência de instrução e julgamento ocorreu em 16 de setembro do ano passado. Na ocasião, três réus participaram presencialmente, enquanto Derlei acompanhou por videoconferência. Agora, o processo entra em fase decisiva. Segundo o advogado, três acusados foram pronunciados e irão a julgamento pelo Tribunal do Júri. Já um dos nomes inicialmente apontados, Junior Silva Dias, conhecido como Juninho, foi retirado do caso. A defesa conseguiu convencer a Justiça de que o fato de Juninho ter buscado os executores após o crime não prova participação direta nem conhecimento prévio. Com isso, ele foi impronunciado e colocado em liberdade.

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