Começa hoje (3), em todo o País, uma campanha de vacinação voltada principalmente às crianças e adolescentes. Em Campo Grande, o foco é chegar àqueles que ainda não se vacinaram contra o sarampo, dengue e HPV. Os 12 casos de sarampo concentrados no estado vizinho, São Paulo, são uma das preocupações não só na Capital de MS, mas em outros estados. A campanha ocorre nacionalmente. No Brasil, já são 15 as notificações da doença este ano. O índice municipal de vacinação da tríplice viral (que previne contra sarampo, caxumba e rubéola) é de 75%. A meta é chegar ao menos até 80%. Risco muito alto – Em entrevista sobre a campanha, a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Veruska Lahdo, afirmou que Campo Grande não registrou nenhum caso este ano. Porém, há grandes chances de que a doença retorne à Capital e a Mato Grosso do Sul. “Há circulação de sarampo, principalmente na região de São Paulo, que faz divisa conosco. O risco de retorno da doença à Capital é muito alto. Por isso que a gente reforça”, ela disse. Desde 2021 não há confirmações no Estado. Foram 10 registros em Campo Grande, em 2020. Em 2019, houve dois em Três Lagoas e dois em Campo Grande. Os dados foram informados anteriormente pela SES (Secretaria Estadual de Saúde). Entre crianças A primeira dose da vacina é recomendada até os 12 meses de idade; A segunda dose, até os 15 meses, com vacina tetraviral (que inclui a primeira dose contra a catapora); Caso não tenham sido vacinadas até 5 anos de idade, as crianças devem receber duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Adultos também podem – Veruska lembrou que a vacina tríplice viral pode ser tomada também na fase adulta e está disponível em todas as unidades de saúde. “O sarampo é uma doença que preocupa e o Ministério da Saúde ampliou a vacinação para adultos também”, começa. As orientações são: Quem tem hoje até 29 anos de idade, precisa comprovar duas doses da vacina na sua carteirinha; Quem tem de 30 a 59 anos de idade precisa pelo menos ter uma dose da vacina. “Não tem na carteirinha, não lembra se tomou, não sabe onde está a carteirinha, o ideal é que procure a unidade de saúde, que aí o profissional vai avaliar a idade, vai dizer se precisa de duas doses ou de uma dose. O ideal é os adultos aproveitarem esse momento de campanha para tomar também a tríplice viral”, completa. O sarampo começa geralmente com febre, coriza e o que parece uma conjuntivite. Pode levar à morte. HPV e dengue – A Capital também precisa melhorar os índices de vacinação contra o HPV e a dengue. A superintendente reforçou que são vacinas seguras, com eficácia comprovada e que estão disponíveis o ano inteiro. A imunização contra o HPV mira crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos, mas este ano, pode ser tomada por jovens até 19 anos até 31 de dezembro. Com relação à dengue, Veruska alertou que a cobertura está baixa. "Está disponível para a população de 10 a 14 anos e temos uma baixa adesão, por isso, é preocupante. Claro, todas as vacinas são importantes", finalizou. Outras – A maioria das vacinas indicadas para crianças e adolescentes está com 85% de cobertura ou perto disso em Campo Grande, segundo a representante da Sesau. "É considerado satisfatório, mas ainda falta chegar aos 95%, a meta preconizada", ela fala. "Os responsáveis se preocupam muito no primeiro ano de vida, mas ficam em falta depois", alerta a superintendente. Campanha – Ela se encerra em 1º de setembro. Basta procurar uma unidade de saúde levando documento com foto e a carteirinha para ser vacinado. Confira quais vacinas estão entre as outras disponíveis: – Poliomielite; – Difteria, tétano e coqueluche; – Hepatites A e B; – Rotavírus; – Meningites; – Febre amarela; – Influenza; – Covid-19.

